segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mundo Multicultural

MUNDO MULTICULTURAL



O multiculturalismo é o reconhecimento das diferenças, da individualidade de cada um. Daí então surge a confusão: se o discurso é pela igualdade de direitos, falar em diferenças parece uma contradição. Mas não é bem assim. A igualdade de que se fala é igualdade perante a lei, é igualdade relativa aos direitos e deveres. As diferenças às quais o multiculturalismo se refere são diferenças de valores, de costumes etc, posto que se trata de indivíduos de raças diferentes entre si.
No Brasil, o convívio multicultural não deveria representar uma dificuldade, afinal, a sociedade brasileira resulta da mistura de raças - negra, branca, índia - cada uma com seus costumes, seus valores, seu modo de vida, e da adaptação dessas culturas umas às outras, numa “quase reciprocidade cultural”. Dessa mistura é que surge um indivíduo que não é branco nem índio, que tampouco é negro, mas que é simplesmente brasileiro. Filhos desse hibridismo e tendo como característica marcante o fato de abrigar diversas culturas, nós, brasileiros, deveríamos lidar facilmente com as diferenças. Mas não é exatamente isso o que ocorre.
Sendo as culturas produto de determinados contextos sociais, se determinada cultura  é posta em contato com outra, necessariamente, sob pena de ser sufocada, uma delas se adaptará à outra. Tal exigência de adaptação às necessidades sociais não é especificidade do mundo globalizado. Historicamente tem se dado este confronto necessário entre culturas diferentes. Adaptar-se é, enfim, sobreviver. A adaptação das culturas é algo próprio de cada momento, uma vez que a sociedade se transforma conforme se constrói a História. Cada sociedade busca para si aquilo de que necessita em dado momento. Assim, se determinada cultura não lhe serve, então, deverá adaptar-se ou desaparecerá.
As sociedades contemporâneas, nas quais é preciso diferenciação dos indivíduos para que se identifiquem enquanto seres humanos e enquanto membros de determinado contexto social, e, sobretudo, diante das possibilidades postas pela globalização, o conflito de culturas é inevitável e necessário. A globalização cada vez mais aproxima grupos de culturas diferentes. Assim, a diversidade cultural passa a ser alvo de intensos debates. Um grande desafio frente colocado por essa realidade é que se pretende o igual, mas ao mesmo tempo, exige-se o diferente.
Sejam quais forem as exigências do mundo globalizado, atualmente se afirma a certeza do necessário convívio em uma sociedade cuja realidade é multicultural. Para tanto, é preciso que se reconheça e se respeite as diferenças próprias de cada indivíduo. O reconhecimento da diferença é ponto de partida para que se possa conviver em harmonia, não com os iguais, já que igualdade só deve existir do ponto de vista legal, mas do ponto de vista humano, social, o que nos interessa é realmente ser diferentes.
Atualmente a escola, por se configurar como espaço legítimo onde se dá o processo de socialização, é o ambiente no qual mais se discute a questão da diversidade - cultural, racial, social. No momento atual, para que este processo aconteça é necessário o convívio multicultural que implica respeito ao outro, diálogo com os valores do outro.

BULLYING- Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.



CULTURAIS-Cada país tem a sua própria cultura, que é influenciada por vários fatores. A cultura brasileira é marcada pela boa disposição e alegria, e isso se reflete também na música, no caso do samba, que também faz parte da cultura brasileira. No caso da cultura portuguesa, o fado é o patrimônio musical mais famoso, que reflete uma característica do povo português: o saudosismo.

Cultura na língua latina, entre os romanos tinha o sentido de agricultura, que se referia ao cultivo da terra para a produção, e ainda hoje é conservado desta forma quando é referida a cultura do soja, a cultura do arroz etc.
Cultura também é definida em ciências sociais como um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade. Seria a herança social da humanidade ou ainda de forma específica, uma determinada variante da herança social. Já em biologia a cultura é uma criação especial de organismos para fins determinados.
A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo que é a capacidade, que os indivíduos tem de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais até que possivelmente uma evolução biológica. A cultura é também um mecanismo cumulativo porque as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, onde vai se transformando perdendo e incorporando outros aspetos  procurando assim melhorar a vivência das novas gerações.




PRECONCEITOS- Preconceito é uma postura ou idéia pré-concebida, uma atitude de alienação a tudo aquilo que foge dos “padrões” de uma sociedade. As principais formas são: preconceito racial, social e sexual. 

O preconceito racial é caracterizado pela convicção da existência de indivíduos com características físicas hereditárias, determinados traços de caráter e inteligência e manifestações culturais superiores a outros pertencentes a etnias diferentes. O preconceito racial, ou racismo, é uma violação aos direitos humanos, visto que fora utilizado para justificar a escravidão, o domínio de alguns povos sobre outros e as atrocidades que ocorreram ao longo da história. 

Nas sociedades, o preconceito é desenvolvido a partir da busca, por parte das pessoas preconceituosas, em tentar localizar naquelas vítimas do preconceito o que lhes “faltam” para serem semelhantes à grande maioria. Podemos citar o exemplo da civilização grega, onde o bárbaro (estrangeiro) era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época. Atualmente, um exemplo claro de discriminação e preconceito social é a existência de favelas e condomínios fechados tão próximos fisicamente e tão longes socialmente. Outra forma de preconceito muito comum é o sexual, o qual é baseado na discriminação devido à orientação sexual de cada indivíduo. 

Paraguai



O território que atualmente corresponde ao Paraguai foi habitado primeiramente por índios guaranis, gaycurus e payaguás. Em 1530, teve início a colonização espanhola, criando o forte de Nossa Senhora da Assunção (atual Assunção) como a base da colônia no século XVI. A população nativa foi escravizada durante o século XVII, esse fato impulsionou a realização de missões jesuítas com o intuito de proteger os índios. No entanto, essas missões foram reprimidas com violência por parte dos colonizadores portugueses e espanhóis, que massacraram as comunidades indígenas.
O Paraguai obteve sua independência no dia 15 de maio de 1811, e iniciou um processo de isolamento das demais nações sul-americanas. Em setembro de 1840, com a morte do ditador José Gaspar Rodríguez Francia, no poder desde 1814, o país passou a ser governado por Carlos Antonio López, promovendo um intenso processo de industrialização e investimentos em infraestrutura, um exemplo foi a construção da primeira ferrovia na América do Sul.


Em 1862, Francisco Solano López, filho de Carlos Antonio López, assumiu a presidência do Paraguai. A nação conseguiu um alto grau de desenvolvimento econômico, atingindo status de potência regional no continente. Visando expandir seu comércio, o país entrou em guerra contra o Brasil, Argentina e Uruguai, na busca de obtenção de territórios que possuíssem saída para o mar. Esse conflito ficou conhecido como Guerra do Paraguai, e se estendeu durante os anos de 1865 a 1870. No entanto, as consequências desse conflito para os paraguaios foram extremamente negativas, pois o país foi derrotado, tendo aproximadamente 50% da sua população morta, destruição da infraestrutura, além de perdas territoriais, fatos que prejudicaram – e ainda prejudicam – o desenvolvimento econômico do país.
Outro conflito envolvendo o Paraguai foi a Guerra do Chaco (1932 – 1935), que foi travada contra a Bolívia por disputa territorial da região do Chaco Boreal, pois foi descoberto petróleo nessa área. Nessa ocasião, o Paraguai saiu “vencedor” e conquistou cerca de 75% da região disputada.
Em 1936, oficiais liderados por Rafael Franco iniciaram a Revolução Febrerista, que realizou a reforma agrária e nacionalizou parte da economia, promovendo uma política populista. Porém, em 1937, Franco foi deposto pelos liberais.
Em seguida, o Paraguai passou por vários golpes políticos, sendo interrompidos em 1954 com a queda do presidente Frederico Chávez e a posse do general Alfredo Stroessner. Com o apoio do Partido Colorado, instalou-se uma ditadura no Paraguai, com repressão a manifestações. Somente em fevereiro de 1989, um golpe militar tirou do poder Stroessner, que se refugiou no Brasil. O líder do golpe, Andrés Rodríguez, elegeu-se presidente.



O ex-bispo Fernando Lugo, em abril de 2008, tornou-se presidente do Paraguai com 42,2% dos votos. Através da coalizão partidária Aliança Patriótica para a Mudança (APC), que reúne partidos de extrema esquerda e de centro-direita, findou-se a hegemonia do Partido Colorado, que governou o país durante 61 anos. Em abril de 2009, o envolvimento de Lugo num escândalo de paternidade gerou uma grande crise política no país.Os jesuítas estabeleceram, no final do século XVI, um grande número de missões. As missões eram habitadas por índios convertidos pelos missionários, que formavam pequenas comunidades independentes econômica e politicamente.
Seguindo o exemplo da Argentina, o Paraguai proclamou sua independência no dia 14 de maio de 1811, ratificada pelo congresso dois anos mais tarde. A partir daí, o país conheceu uma série de regimes.
Em 1865, Francisco Solano López entrou em guerra com Brasil, Argentina e Uruguai. Foi a Guerra do Paraguai (durou até 1870), que teve conseqüências trágicas: provocou a ruína do país, dizimou a população masculina, reduziu a extensão territorial e originou a ocupação do exército brasileiro até 1876.
A partir de 1912, alternaram-se períodos de estabilidade política e revoltas. A região do Chaco (na fronteira com a Bolívia) gerou uma série de conflitos motivados pela existência de petróleo. Assim, em 1928, começou a guerra do Chaco, seguida da invasão da região pela Bolívia. Depois do armistício, em 1935, o Paraguai recebeu três quartos da região disputada, pelo tratado de 1938.
Desde 1940, o país viveu uma alternância entre os liberais (colorados) e os conservadores (azuis) através de regimes ditatoriais e juntas militares. Alfredo Stroessner (apoiado pelo partido colorado) foi o militar que mais tempo ficou no poder (1954-1988).
Nos anos 70 e começo dos 80, o Paraguai viveu um período marcado pela crise econômica e pelo aumento do desemprego. O general Stroessner foi retirado do poder através de um golpe militar, em 1989, liderado pelo general Andrés Rodríguez. Seu governo orientou sua política para várias reformas econômicas (privatizações) e políticas (democratização e ratificação da nova constituição, em 1992).
Em maio de 1993, foi eleito, democraticamente e com a maioria dos votos, o primeiro presidente do Paraguai, seu nome era Juan Carlos Wasmosy.

Islamismo

O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Nascido em Meca, no ano 570, Maomé começou sua pregação aos 40 anos, na região onde atualmente corresponde ao território da Arábia Saudita. Conforme a tradição, o arcanjo Gabriel revelou-lhe a existência de um Deus único.

A palavra islã significa submeter-se e exprime a obediência à lei e à vontade de Alá (Allah, Deus em árabe). Seus seguidores são os muçulmanos (Muslim, em árabe), aquele que se subordina a Deus. Atualmente, é a religião que mais se expande no mundo, está presente em mais de 80 países. 









O livro sagrado do Islamismo é o alcorão (do árabe alqur´rãn, leitura), consiste na coletânea das revelações divinas recebidas por Maomé de 610 a 632. Seus principais ensinamentos são a onipotência de Deus e a necessidade de bondade, generosidade e justiça nas relações entre os seres humanos.

Dentre os vários princípios do Islamismo, cinco são regras fundamentais para os mulçumanos:
- Crer em Alá, o único Deus, e em Maomé, seu profeta;
- Realizar cinco orações diárias comunitárias (sãlat);
- Ser generoso para com os pobres e dar esmolas;
- Obedecer ao jejum religioso durante o ramadã (mês anual de jejum);
- Ir em peregrinação à Meca pelo menos uma vez durante a vida (hajj).


Após a morte de Maomé, a religião islâmica sofreu ramificações, ocorrendo divisão em diversas vertentes com características distintas. As vertentes do Islamismo que possuem maior quantidade de seguidores são a dos sunitas (maioria) e a dos xiitas. Xiita significa “partidário de Ali” – Ali Abu Talib, califa (soberano muçulmano) que se casou com Fátima, filha de Maomé, e acabou assassinado. Os sunitas defenderam o califado de Abu Bakr, um dos primeiros convertidos ao Islã e discípulo de Maomé. As principais características são:

Sunitas – defendem que o chefe do Estado mulçumano (califa) deve reunir virtudes como honra, respeito pelas leis e capacidade de trabalho, porém, não acham que ele deve ser infalível ou impecável em suas ações. Além do Alcorão, os sunitas utilizam como fonte de ensinamentos religiosos as Sunas, livro que reúne o conjunto de tradições recolhidas com os companheiros de Maomé.

Xiitas – alegam que a chefia do Estado muçulmano só pode ser ocupada por alguém que seja descendente do profeta Maomé ou que possua algum vínculo de parentesco com ele. Afirmam que o chefe da comunidade islâmica, o imã, é diretamente inspirado por Alá, sendo, por isso, um ser infalível. Aceitam somente o Alcorão como fonte sagrada de ensinamentos religiosos.

Alguns pontos em comum entre Xiitas e Sunitas são: a individualidade de Deus, a crença nas revelações de Maomé e a crença na ressurreição do profeta no Dia do Julgamento.

No Brasil, o Islamismo chegou, primeiramente, através dos escravos africanos trazidos ao país. Posteriormente, ocorreu um grande fluxo migratório de árabes para o território brasileiro, contribuindo para a expansão da religião. A primeira mesquita islâmica no Brasil foi fundada em 1929, em São Paulo. Atualmente existem aproximadamente 27,3 mil muçulmanos no Brasil.